Quando entramos no universo da estomaterapia, é normal nos depararmos com uma série de palavras e termos médicos novos. Entre eles, uma das dúvidas mais frequentes é: afinal, qual é a diferença entre ostomia e colostomia?
Se você está confuso com essas nomenclaturas, calma! Essa é uma dúvida muito comum.
Neste artigo, vamos explicar de forma simples e direta o que cada palavra significa e como escolher o dispositivo correto para a sua rotina. Acompanhe!
Entendendo os termos: ostomia e colostomia
Para quem está buscando entender a relação entre ostomia e colostomia, a explicação mais simples é que um termo é o grupo geral, enquanto o outro é um tipo específico dentro desse grupo.
- Ostomia (ou estomia): é o nome geral dado ao procedimento cirúrgico que cria uma abertura no abdômen (o estoma).
Essa abertura serve para construir um novo caminho para a saída de fezes ou urina quando o sistema digestivo ou urinário não consegue realizar o trajeto natural.
Ou seja, toda colostomia é uma ostomia, mas nem toda ostomia é uma colostomia.
- Colostomia: é um tipo específico de ostomia. O prefixo “colo” vem de cólon (o intestino grosso).
Portanto, a colostomia é a cirurgia onde a abertura é feita especificamente no intestino grosso para a saída das fezes.
Além da colostomia, existem outros tipos de ostomia, como a ileostomia (feita no intestino delgado), a transversostomia (feita no cólon transverso, que é a parte superior do intestino grosso) e a urostomia (direcionada para a saída de urina).
E a bolsa? Existe diferença entre bolsa de ostomia e colostomia?
No dia a dia, pacientes e profissionais de saúde acabam usando os termos “bolsa de ostomia” e “bolsa de colostomia” como sinônimos.
Isso porque, na prática, a bolsa de colostomia nada mais é do que uma bolsa de ostomia sendo usada por um paciente colostomizado.
No entanto, existem diferentes modelos de bolsas que são indicados de acordo com o tipo de efluente (fezes ou urina) que o estoma libera:
1. Bolsas Fechadas (Não drenáveis)
São os modelos mais utilizados por quem tem uma colostomia.
Como as fezes do intestino grosso costumam ser mais firmes e consistentes (parecidas com o fluxo normal de antes da cirurgia), a pessoa costuma usar a bolsa fechada e descartá-la inteira assim que ela enche (geralmente uma ou duas vezes ao dia).
2. Bolsas Drenáveis (Abertas)
Possuem uma abertura na parte inferior, permitindo que a pessoa esvazie o conteúdo no vaso sanitário, limpe a ponta e feche novamente, sem precisar trocar o dispositivo inteiro.
São ideais para ileostomias (que têm fezes mais líquidas e contínuas) ou para colostomias com fluxo muito frequente.
3. Bolsas de Urostomia
Possuem um formato interno diferente e uma pequena torneira na extremidade para o esvaziamento contínuo da urina, além de uma válvula para evitar o retorno do líquido para o estoma.
O que não muda: a necessidade de proteger a sua pele
Independentemente do tipo de estoma, ou se você usa uma bolsa fechada ou drenável, existe uma regra de ouro que vale para todos os casos: a sua pele periestoma precisa estar protegida.
A escolha de um dispositivo de alta tecnologia é o que garante que a sua nova rotina seja livre de desconfortos, infiltrações e alergias.
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Dispositivos que contam com infusão de Aloe Vera na composição do adesivo ajudam a acalmar e hidratar a pele diariamente.
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Em resumo, seja para estomia, urostomia, ostomia e colostomia, o mais importante é entender o funcionamento do seu próprio corpo. Cada paciente é único e, por isso, cada organismo se adapta de maneira diferente à dispositivos diferentes. Além disso, contar com o apoio de um estomaterapeuta para indicar o melhor equipamento para o seu tipo físico é fundamental.
Com a tecnologia certa e as informações corretas, a sua qualidade de vida está garantida!





